O que significa, de fato, ter uma alimentação saudável? Muitos ainda acreditam que basta contar proteínas, cortar gorduras ou seguir uma cartilha rígida de refeições a cada três horas. Mas será que isso realmente reflete saúde?

Recentemente, conversei com um profissional da educação física que, mesmo se alimentando de forma "perfeita" — com marmitas repletas de grãos, vegetais e peito de frango — estava com sérias dificuldades para dormir e precisava de medicação para isso. Ele se vangloriava por consumir apenas o peito de frango, ignorando completamente a riqueza nutricional da carne vermelha, suas vitaminas essenciais e seu impacto no equilíbrio hormonal e neurológico.

Isso me fez refletir sobre o quanto ainda estamos presos a crenças ultrapassadas. Focar apenas na quantidade de proteína, sem considerar a qualidade e o contexto nutricional dos alimentos, é um erro. Um prato pode ser “limpo” e “fitness”, mas será que ele está realmente nutrindo o corpo? E mais: será que o estilo de vida está favorecendo a saúde integral, o sono, o bem-estar e a vitalidade?

Saúde não é sobre números na balança ou percentual de gordura ultrabaixo. Se o corpo precisa de medicamentos para algo tão básico quanto dormir, há algo errado. É preciso ir além dos mitos antigos e olhar para os novos pilares científicos, que mostram que uma nutrição completa vai muito além de calorias, macros e horários.

Está na hora de quebrarmos esses paradigmas e resgatarmos um olhar mais crítico sobre o que realmente significa viver de forma saudável.