Um novo estudo, publicado no PubMed no dia 8 de abril de 2025, reforça o que muitos profissionais já observam na prática clínica: a variabilidade glicêmica (GV) — ou seja, os altos e baixos nos níveis de glicose entre consultas — tem impactos negativos significativos na estrutura cerebral e nas funções cognitivas.

Os pesquisadores encontraram que maior GV está associada a:

  • Redução da espessura cortical em áreas relacionadas à atenção e integração sensorial (córtex parietal superior e giro pós-central);

  • Afinamento da ínsula, que é crucial para a percepção e o processamento emocional;

  • Atrofia do volume total da substância cinzenta, responsável por funções cognitivas superiores;

  • E, mais preocupante: tudo isso independente dos níveis médios de HbA1c.

Isso quer dizer que mesmo quem mantém uma média de glicemia considerada "aceitável" pode estar sofrendo danos cerebrais silenciosos se apresentar grandes oscilações glicêmicas — algo comum em pessoas com dietas ricas em carboidratos simples, açúcares e alimentos ultraprocessados.

Então, o que fazer?

A chave está em promover estabilidade glicêmica. Isso não se alcança com dietas restritivas passageiras, mas sim com um estilo de vida consistente, que inclua:

  • Alimentos reais, minimamente processados;

  • Maior consumo de gorduras boas (como azeite de oliva, óleo de coco e abacate);

  • Controle na ingestão de carboidratos refinados e açúcares;

  • Jejum intermitente consciente, se apropriado para o seu caso;

  • Atividades físicas regulares;

  • Sono de qualidade e gerenciamento do estresse.

Cuidar da sua glicose é proteger sua mente. Os impactos não são apenas físicos — eles também dizem respeito à sua memória, clareza mental, humor e bem-estar emocional.

E como bem nos mostra a ciência, o cérebro sente antes mesmo de o corpo reclamar.

Se você deseja entender como equilibrar seu corpo, mente e emoções através de escolhas alimentares e estilo de vida consciente, entre em contato. Vamos conversar sobre caminhos reais e duradouros.

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40198816/

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