Quando o Corpo Pede Socorro e a Mente Não Sabe Mais Para Onde Correr
Elisa chegou ao consultório aos 47 anos completamente drenada. Não era apenas cansaço: era viver contra a maré, todos os dias, há muito tempo. Sobrecarregada física e emocionalmente, não dormia bem, hormônios em desordem, peso subindo mesmo com restrições, mente em neblina permanente. Acordar exigia medicamento, dormir exigia outro. Funcionava à base de estímulos artificiais — mas por dentro, tinha perdido o próprio eixo.
Sua trajetória pela saúde mental já tinha sido longa. Anos de psicoterapia freudiana, cavando o passado sem movimento no presente. Depois Reich, buscando liberar tensões corporais que nunca se dissolviam por completo. Mas a virada — aquela que mexe na raiz e reorganiza a direção interna — veio com a psicologia adleriana.
Enquanto mantínhamos o acompanhamento psiquiátrico reorganizando medicamentos junto ao médico, iniciamos uma reconstrução profunda do terreno biológico e emocional dela. Não como coisas separadas, mas como um único sistema.
Realizou meu teste epigenético, onde analiso o bulbo capilar através de um scanner de biofótons que revelaram vulnerabilidades silenciosas — alterações de expressão genética agravadas por anos de estresse. Avaliamos o microbioma intestinal inflamado, comprometendo humor, energia, sono e regulação vitamina e de oligoelementos. Reorganizamos micronutrientes, ajustamos alimentação, restauramos ritmos circadianos, aprimoramos higiene de sono e reduzimos exposição a campos eletromagnéticos que impactavam sua recuperação.
Em poucas semanas, o corpo começou a responder. Primeiro timidamente: menos despertares noturnos, mais clareza mental, humor menos instável. Depois, mudanças evidentes — melhor composição corporal, mais disposição, pele melhor, pensamentos organizados. E algo que ela repetia sempre: “A sensação de voltar para dentro de mim”.
Mas foi a psicologia de Alfred Adler que acendeu o ponto central da virada.
Porque Adler — diferentemente de Freud ou Reich — não a convidou a se perder na análise infinita do passado ou em técnicas de liberação corporal. Ele, Adler, a levou a compreender seu estilo de vida: o conjunto de crenças, metas inconscientes e formas de se posicionar no mundo que, sem perceber, a levavam sempre ao esgotamento. Elisa começou a entender que sua exaustão não era apenas física. Era uma vida inteira orientada para agradar, compensar, ser forte demais, suportar demais, carregar demais.
À medida que o corpo ganhava vitalidade, a mente ganhava direção. E é exatamente aqui que a ciência contemporânea valida Adler: hoje sabemos, através de estudos avançados sobre epigenética e da física quântica, que falta de propósito, excesso de pressão interna, ausência de pertencimento e vidas orientadas pela obrigação aumentam inflamação cerebral e corporal, bagunçam hormônios, prejudicam o sono e desorganizam o sistema nervoso.
Quando Elisa começou a reestruturar seu “sentimento de vida”, o corpo simplesmente acompanhou.
Em poucos meses, ela não era mais a mulher que entrou arrastando o próprio cansaço. Estava mais inteira, mais presente, mais lúcida — e, acima de tudo, fora do modo sobrevivência. Voltou a sentir fluxo, sentido e direção.
Porque quando corpo e mente voltam a caminhar juntos, o que antes parecia doença crônica ou falta de vontade de viver se transforma numa nova possibilidade de existir — mais consciente, mais equilibrada e profundamente mais humana.
Se você se reconhece na história da Elisa e sente que já não dá mais para continuar no modo sobrevivência, talvez seja hora de encerrar esse ciclo.
Você merece ser cuidada por inteiro — mente, corpo, história, biologia e propósito.
Se está cansada de apenas silenciar sintomas e quer entender a causa raiz do seu cansaço, da sua inflamação, da falta de energia e do peso emocional que carrega… saiba: nada disso é normal. Pode ser comum nesta fase da vida, mas não é normal — e descobrir isso é o primeiro passo para mudar tudo.
Suas células estão falando com você através dos sintomas que você aprendeu a tolerar. Ignorar isso é seguir na mesma estrada que te trouxe até aqui.
Se quiser e sentir que está pronta para dar esse passo, me chama. Vamos reconstruir essa realidade juntas — para que o próximo “Feliz Ano Novo” seja, pela primeira vez em muitos anos, feliz e realmente novo.